quarta-feira, 20 de abril de 2011

Os meus olhos

A luz nos meus olhos apaga-se
Mas eles continuam abertos,
Desconfiam o amanhã
Temem-no sem olhar,
Olham fechados no vazio que os contem,
Abrem-se ao que não querem
Fecham-se ao que querem.
Querem falar mas ninguém os ouve
Têm tanto a declarar, a confessar...
Manifestam-se de toda e nenhuma forma,
Escondidos pelo infortúnio
Pelas sombras que os rodeiam,
Desordenadas
Encadeadas
Correm e passam
Dizem tudo
Dizem nada,
Impensáveis
Intocáveis
Indiferentes à razão
De que a chave está no bolso,
Tentados
Irritados
Enganados
Continuam inanimados
À espera da invasão.
Afinal, a porta está aberta
Queres entrar?

19/10/2010

1 comentário:

  1. O teu olhar

    Como um espelho onde o reflexo não dorme,
    vive o teu olhar onde vive o pensamento,
    reletindo uma vontade com uma força enorme
    mesmo quando o silêncio se assombra cinzento.

    Por mais que silencies esses laços
    o teu olhar despertará sempre na noite... a claridade,
    cairá sempre na vida em estreitos abraços
    e será sempre como o raio de sol,
    na alma daquele, onde a vida
    brilha com menos intensidade.

    Para viver procura saber
    que a vida não pára de dar,
    procura no mais solitário dos Homens
    que tanto terá para te dizer!
    Procura no céu, nas estrelas ou na lua...
    Não deixes de refletir aquilo que queres ser...
    Que o reflexo do teu olhar
    viva por vontade tua!

    Fernanda Rocha Mesquita

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